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"Ando por aí querendo te encontrar,
Em cada esquina, paro em cada olhar,
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva,
Quero poder jurar que essa paixão jamais será,
Palavras, apenas,
Palavras pequenas,
Palavras".
A procura de seu amor!
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THEME BY FUTURASUICIDA +

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Celebrating Easter in Sweden with Påskris

For a look at how Easter is celebrated in Sweden and across Northern Europe, browse the #påskris hashtag.

In the spring, florists, markets and city centers in Sweden display twigs and trees sprouting some unexpected blooms: feathers.

Påskris, or “Easter twigs,” refer to birch twigs that have been decorated after being cut and tied together. These Easter trees, especially when displayed in the home, are adorned with colorful feathers, eggs and more.

Beginning in the 17th century, Christian Swedes used påskris—without the feathers—to strike one another as a reminder of Jesus’s suffering. During the 18th century, however, påskris transformed into a more vibrant (and less painful) tradition and have spread to other Nordic countries.

Påskris are placed in water-filled vases and provide bursts of color that Sweden’s spring cannot supply due to its harsh and lengthy winters. If one is lucky enough to find twigs with some early blooms, however, the leaves grow and provide natural color to the påskris, bringing the new life of spring into the home. The more courageous locals will also bring these bursts of color outside the home by adorning the trees that line streets and city centers with colorful feathers and decorations to celebrate Easter and welcome the spring.


“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não olha pra fora, logo se acostuma a acender cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, que se perde de si mesmo.”
Clarice Lispector. (via proezas)



Admita: Você já jogou o farelo do apontador dentro da bolsinha por preguiça de jogar no lixo.

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